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Famílias desestruturadas aumentam casos de adolescentes infratores

Os números do Conselho Tutelar de Umuarama apontam que em 2011 foram atendidas cerca de 789 ocorrências de violação aos direitos das crianças e do adolescente. A maioria por negligência familiar. Ao todo foram 520 casos de cuidados inadequados com os menores por parte de familiares ou responsáveis legais. A evasão escolar totalizou 152 atendimentos, foram 76 casos de agressão, 21 de abuso sexual, e 20 por envolvimento com drogas.

De acordo com a conselheira Annie Cristine Lopes Araújo de Lima de Moraes, uma denúncia leva a outra e 50% dos casos vão para o Ministério Público. “Geralmente as denúncias são anônimas ou por intermédio das escolas. Cabe aos professores e educadores observar o comportamento dos alunos. Em certos casos não é atuação do Conselho Tutelar. A nós cabe garantir os direitos da criança à vida, saúde, convivência familiar, educação, liberdade, respeito, dignidade, cultura, esporte e lazer”, comenta a conselheira.

A conselheira Priscila de Moraes explica que em caso de ato infracional cometido por adolescentes deve-se haver o registro do Boletim de Ocorrência, ou seja, é caso de polícia. Denúncias de exploração do trabalho infantil devem ser feitas à Procuradoria do Trabalho. Quando há indisciplina e agressão a terceiros em escolas, a Patrulha Escolar pode ser chamada.

O conselheiro tutelar Amós Westphal diz que geralmente as famílias se encontram desestruturadas, o que leva à negligência e a procura dos jovens pelas práticas ilícitas. “É uma problema social que se agrava e tudo começa dentro de casa. É necessá rio que as crianças e adolescentes tenham uma boa convivência com os pais e sociedade em geral para que não se torne um problema no futuro”, afirma.

AMPARO

A família desestruturada, falta de apoio e da indicação de um caminho levou “João” (nome fictício que vamos adotar para o personagem desta reportagem) a acender o primeiro cigarro de maconha aos 14 anos. Depois ele se tornou usuário de cocaína. O primeiro assalto também aconteceu quando ele tinha 14 anos, quando roubou uma moto. No segundo assalto, desta vez à mão armada, foi apreendido pela polícia.

No Centro de Socioeducação de Umuarama ficou internado três vezes por assalto, porte de arma e tentativa de homicídio. “Quando saí, em umas das minhas passagens pelo Cense, já havia jurado matar um ex-colega. Encontrei ele na rua e acertei três tiros, mas graças a Deus ele não morreu”, relata o adolescente.

De acordo com a experiência de “João”, sem amparo não há recuperação. “Eu só não me recuperei por não ter o amparo familiar devido. No Cense eu tive acompanhamento, mas na rua não, aí sem destino a gente se perde de novo”. Ele lamenta ainda a separação da mãe, que é usuária de drogas, e também pelos amigos que não caminho, outros foram assassinados”, conta.

Na terceira e última vez em que esteve internado, o menino que hoje tem 17 anos, disse que encontrou nas palavras de um amigo conforto e coragem para a recuperação. “Foi através de um amigo que é evangélico e iniciou um trabalho comigo, falando de Deus. Só então eu me libertei daquela vida. Hoje moro em Cruzeiro do Oeste, com mais um colega que também seguiu otiveram o mesmo destino. “Alguns voltaram para o mau mesmo caminho e venho para Umuarama visitar a minha avó”, explica o jovem.

“João” já trabalhou e voltou a cursar o segundo ano do ensino médio. Agora comemora o novo emprego e planeja cursar faculdade de Direito. “No próximo dia 26 começo a trabalhar. Dou muito valor para o que conquisto hoje, pois sofri muito para aprender isto”, ressalta.



Fonte: Tribuna Hoje

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